[2026] Imposto de Renda para Dentistas: tudo que você precisa saber
Evite problemas com a Receita e entenda tudo que os dentistas precisam saber sobre a declaração de imposto de renda.
.png)
A declaração de Imposto de Renda para dentistas é algo que deixa muitos profissionais em alerta. Afinal, ninguém quer ser surpreendido pela Receita Federal. Se você atua como profissional autônomo, possui um consultório ou emite notas fiscais na sua prática odontológica, esse tema precisa fazer parte do seu planejamento anual.
Mesmo com prazo relativamente longo para entrega da declaração, isso não significa que o trabalho pode ser deixado para depois. Pelo contrário. Ter tempo significa poder se organizar melhor, reunir documentos com calma e cumprir as obrigações fiscais sem comprometer a rotina da clínica.
E, mesmo que você conte com o apoio de um contador, é fundamental compreender os principais pontos que envolvem o Imposto de Renda. Isso facilita o envio das informações, evita erros e garante mais agilidade no processo de declaração.
Neste artigo, reunimos os principais aspectos que dentistas precisam considerar ao declarar o Imposto de Renda, incluindo as regras vigentes, obrigações acessórias e as atualizações que entram em vigor a partir de 2026.
O que mudou no Imposto de Renda a partir de 2026
Desde 1º de janeiro de 2026, entraram em vigor novas regras que impactam diretamente a renda mensal dos contribuintes, incluindo dentistas.
A principal mudança é a isenção total do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de uma redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350 mensais.
Essas alterações afetam os rendimentos pagos a partir de janeiro de 2026 e terão reflexo na Declaração do Imposto de Renda de 2027, que considera o ano-calendário de 2026.
Dentistas com mais de uma fonte de renda devem ficar atentos, pois, mesmo que cada rendimento individual fique dentro da faixa de isenção, pode haver ajuste no cálculo anual do imposto.
👉 Acesse o eBook completo de Imposto de Renda para Dentistas e prepare sua declaração com mais segurança.
Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026?
Com base nas regras mais recentes da Receita Federal, estão obrigados a declarar o Imposto de Renda os contribuintes que se enquadram em pelo menos um dos critérios abaixo:
- Receberam rendimentos tributáveis acima do limite anual estabelecido pela Receita
- Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima do valor definido em lei
- Possuíam bens ou direitos acima do valor mínimo exigido
- Realizaram operações na bolsa de valores
- Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos
- Passaram à condição de residente no Brasil no ano-calendário
Dentistas que atuam como autônomos, recebem de pessoas físicas ou possuem mais de uma fonte de renda devem redobrar a atenção a esses critérios.
Qual é o prazo para entrega do IR em 2026?
O prazo oficial para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 — referente aos rendimentos do ano-calendário 2025 — ainda não foi divulgado pela Receita Federal.
No entanto, seguindo o padrão dos anos anteriores, a expectativa é de que o período de entrega ocorra entre meados de março e o final de maio de 2026. Isso porque a Receita costuma abrir o envio das declarações na segunda quinzena de março e fechar no fim de maio.
É importante acompanhar a divulgação oficial do cronograma no site da Receita Federal ou com seu contador, pois cumprir os prazos evita multas, juros e problemas com a malha fina.
Leia também: Otimize a gestão financeira da sua clínica com a Capim
Declaração de Bens e Ativos
É obrigatório declarar todos os bens e ativos, como imóveis, veículos e investimentos financeiros.
- Bens em nome da pessoa física devem ser declarados no IRPF
- Bens registrados no CNPJ devem constar na declaração da pessoa jurídica
Bens adquiridos pela empresa não devem ser incluídos na declaração da pessoa física. O correto enquadramento evita inconsistências e possíveis questionamentos da Receita Federal.
Evite Malhas Fiscais
A Receita Federal utiliza sistemas avançados de cruzamento de dados para identificar inconsistências nas declarações. Informações bancárias, notas fiscais, recibos e movimentações via PIX podem ser analisadas.
Preencher corretamente a declaração e manter os documentos organizados é a melhor forma de evitar a malha fina. Caso algum erro seja identificado, a comprovação das informações facilita a regularização.
O que acontece caso você caia na Malha Fina?
Se um dentista cair na malha fina, sua declaração do Imposto de Renda ficará retida para análise devido a possíveis inconsistências nas informações prestadas. Isso pode acontecer por erros de preenchimento, omissão de rendimentos ou divergências em transações, incluindo pagamentos via PIX.
Nesse caso, ele precisará apresentar documentos que comprovem todas as movimentações declaradas para regularizar sua situação junto à Receita Federal. Se os erros forem corrigidos e as informações confirmadas, a declaração será processada normalmente. Caso contrário, o profissional poderá estar sujeito a multas e outras penalidades.
Receita Saúde
Desde janeiro de 2025, profissionais da saúde que atuam como pessoa física, incluindo dentistas, são obrigados a emitir recibos digitais pelo aplicativo Receita Saúde, da Receita Federal.
Essa medida foi criada para simplificar a declaração do Imposto de Renda, garantindo que as informações sobre despesas médicas sejam registradas de forma mais prática e segura.
Outras obrigações fiscais: Imposto Retido na Fonte e Carnê-Leão
Dentistas que recebem rendimentos de diferentes fontes podem estar sujeitos ao imposto retido na fonte (IRRF) e ao Carnê-Leão, que é o sistema de recolhimento mensal obrigatório para profissionais autônomos.
Quem deve pagar o Carnê-Leão?
O Carnê Leão se aplica a dentistas autônomos que recebem de pessoas físicas ou do exterior. Se o profissional atua tanto em um posto de saúde ou clínica (como funcionário ou prestador de serviço com retenção na fonte) quanto em um consultório próprio (atendendo pacientes diretamente), todas essas fontes de renda devem ser declaradas corretamente.
Compreender essas obrigações fiscais é essencial para evitar problemas com a Receita Federal.
Obrigatoriedade da inclusão do CPF dos pacientes
Dentistas autônomos devem informar o CPF de todos os pacientes atendidos ao longo do ano. Isso é necessário para que a Receita Federal cruze os dados corretamente. Mesmo quando o pagamento for realizado por outra pessoa, como no caso de consultas infantis pagas pelos pais, o CPF do paciente precisa constar na declaração.
O controle de pacientes da Capim Software Odontológico ajuda clínicas e dentistas a manter as informações organizadas e seguras, garantindo conformidade com as exigências da Receita Federal, como a obrigatoriedade da inclusão do CPF dos pacientes.
Com um sistema eficiente, os profissionais podem registrar e acessar os dados de forma rápida e segura, evitando erros ou omissões na prestação de contas. Além disso, a ferramenta facilita a gestão financeira e administrativa, assegurando que mesmo pagamentos feitos por terceiros, como no caso de consultas infantis, sejam devidamente vinculados ao CPF do paciente, garantindo transparência e evitando problemas fiscais.
IRPF x IRPJ: qual a diferença para dentistas?
É fundamental compreender a diferença entre o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), pois cada um se aplica a um tipo de rendimento e tem regras específicas de tributação.
O que é o IRPF?
O IRPF incide sobre os rendimentos de pessoas físicas e é obrigatório para todos os contribuintes que ultrapassam a faixa de isenção estabelecida pela Receita Federal. Para dentistas, isso significa que:
- Profissionais autônomos que atendem pacientes diretamente devem declarar seus ganhos e pagar o imposto conforme a tabela progressiva do IRPF.
- As deduções permitidas incluem despesas diretamente relacionadas à atividade profissional, como materiais odontológicos, aluguel do consultório e contas de consumo.
- O imposto pode ser recolhido mensalmente via Carnê-Leão e posteriormente ajustado na Declaração Anual de Ajuste do IRPF.
O que é o IRPJ?
O IRPJ incide sobre os lucros de empresas registradas como pessoa jurídica, incluindo clínicas odontológicas. Nesse caso:
- A tributação depende do regime tributário escolhido, podendo ser Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.
- Empresas optantes pelo Simples Nacional pagam o IRPJ dentro do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), de acordo com a receita bruta da clínica.
- No Lucro Presumido, a tributação se baseia em uma margem de lucro predefinida pelo governo, enquanto no Lucro Real, o imposto é calculado sobre o lucro líquido efetivo da empresa.
Qual a importância dessa distinção?
Saber se a tributação deve ser feita pelo IRPF ou pelo IRPJ é essencial para cumprir corretamente as obrigações fiscais e evitar problemas com a Receita Federal.
- Dentistas autônomos devem focar no IRPF, garantindo que todos os rendimentos e despesas sejam corretamente declarados.
- Dentistas que possuem uma clínica registrada como pessoa jurídica precisam realizar uma gestão tributária eficiente para escolher o regime mais vantajoso e otimizar a carga tributária.
Independentemente do enquadramento, o acompanhamento de um contador especializado é recomendado para garantir o correto planejamento tributário e evitar penalidades.
Leia também: Como aumentar a receita do seu consultório odontológico
Quanto um dentista paga de imposto?
A resposta para essa pergunta é: depende do regime tributário adotado. O valor do imposto varia conforme o formato de atuação do dentista, seja como autônomo (pessoa física) ou CNPJ (pessoa jurídica).
Dentistas Autônomos (Pessoa Física – IRPF)
Se você atua como autônomo, sua tributação ocorre pelo Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), cuja alíquota pode chegar a 27,5%, dependendo da renda anual. No entanto, o imposto incide sobre o rendimento líquido, ou seja, após a subtração das despesas dedutíveis, que incluem:
- INSS
- Aluguel do consultório
- Folha de pagamento de funcionários
- IPTU, contas de energia, água, telefone e internet do consultório
- Materiais odontológicos e manutenção de equipamentos
Para otimizar a carga tributária, é essencial manter a escrituração do livro-caixa, onde todas as receitas e despesas são registradas corretamente.
Dentistas com CNPJ (Pessoa Jurídica – IRPJ)
Caso você possua uma clínica odontológica registrada como CNPJ, os impostos variam conforme o regime tributário adotado:
- Lucro Presumido: Utilizado por muitas clínicas menores, a tributação é feita com base em uma margem de lucro estimada pelo governo, com alíquota em torno de 11,3% sobre o faturamento.
- Lucro Real: Indicado para clínicas de grande porte, o imposto incide sobre o lucro efetivo, o que pode ser vantajoso para empresas com despesas elevadas.
- Simples Nacional: regime simplificado que unifica impostos federais, estaduais e municipais em uma única guia de pagamento. Aplicável apenas a empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano, suas alíquotas variam de acordo com a faixa de receita.
A importância de uma contabilidade organizada e do planejamento tributário
Manter a contabilidade organizada ao longo do ano facilita significativamente o processo de declaração do Imposto de Renda. Quando receitas e despesas são registradas corretamente, o risco de erros diminui e a entrega da declaração se torna mais rápida e segura.
O software odontológico da Capim ajuda nesse controle diário de forma simples e intuitiva. Nele, é possível lançar receitas e despesas diretamente no sistema, manter os dados protegidos e realizar o upload de documentos importantes. Isso facilita a reunião de toda a documentação necessária no momento da declaração, seja como Pessoa Física ou Jurídica.
O Capim Dash complementa essa organização ao garantir a inclusão correta do CPF dos pacientes e a vinculação automática dos pagamentos, reduzindo inconsistências fiscais. Além disso, a plataforma permite a emissão de relatórios detalhados, que auxiliam no controle financeiro e na análise das receitas e despesas da clínica.
Além da organização contábil, o planejamento tributário é um passo essencial. Com o apoio de um contador especializado em odontologia, é possível escolher o regime tributário mais adequado, aproveitar deduções legais e acompanhar mudanças na legislação que impactam diretamente o valor do imposto a pagar.
Com registros bem organizados, uso de ferramentas adequadas e orientação profissional, a declaração do Imposto de Renda para dentistas se torna mais simples, eficiente e segura.
Leia também: Como elaborar um Planejamento Orçamentário para seu consultório odontológico
Conheça a Capim
A Capim é a única plataforma odontológica com financiamento para tratamentos integrado. Ou seja, dentistas, secretárias/recepcionistas e gestores têm à disposição todas as ferramentas fundamentais para tornar sua rotina mais eficiente:
- Agenda online integrada ao cadastro do paciente
- Disparo de mensagens de lembrete e confirmação de consulta por WhatsApp gratuitas
- Prontuário eletrônico
- Ficha clínica digital com odontograma e anamnese
- Controle de receitas e despesas
- E muito mais!
Além do essencial, conosco, consultórios e clínicas de todos os portes contam com o maior diferencial, a oferta de financiamento para tratamentos de seus pacientes. Com este recurso é possível viabilizar pagamentos flexíveis para seus clientes e aumentar o seu faturamento em até 40%.
Quer melhorar a performance da sua clínica? Teste nossa plataforma por 7 dias grátis, é só clicar aqui

Carla Duarte
Copywriter e redatora da Capim, graduanda de Odontologia. Sou apaixonada por conexões reais e, aqui, busco transformar ideias em conteúdos que inspiram e aliviam a rotina de quem vive o consultório intensamente.

