Tributação odontológica em 2026: o que realmente impacta o bolso do dentista
A tributação odontológica em 2026 exige mais do que cumprir obrigações fiscais. Entenda o que impacta o dentista

A tributação odontológica ainda é um dos temas que mais geram insegurança entre dentistas. Seja para recém-formados ou para clínicas já estruturadas, a dúvida costuma ser a mesma: estou pagando mais imposto do que deveria?
Nos últimos anos, novas exigências fiscais, obrigações digitais e mudanças no cenário tributário aumentaram essa sensação de incerteza. Muitos profissionais entregam suas declarações corretamente, mas ainda assim não sabem se estão tomando as decisões mais estratégicas para proteger o próprio lucro.
Para entender o que realmente impacta a tributação odontológica em 2026, conversamos com a Dra. Robertta Souza, dentista e contadora, durante o CIOSP. O ponto central foi claro: o imposto que pesa no bolso raramente é consequência apenas da alíquota aplicada. Ele é reflexo da forma como a clínica é organizada ao longo do ano.
Declarar certo não significa pagar o imposto certo
Estar em dia com o contador não significa necessariamente estar pagando o imposto da forma mais inteligente.
Muitos dentistas acreditam que cumprir a obrigação fiscal já resolve a questão tributária. Mas existe uma diferença importante entre declarar imposto e fazer planejamento tributário para dentistas.
Como a Dra. Robertta explicou: “Uma coisa é declarar. Outra coisa é pagar imposto. Declarar é informar corretamente seus rendimentos. Planejar é organizar sua rotina financeira para pagar apenas o que é devido, sem excessos e sem riscos.”
Quando receitas, despesas e pró-labore não são acompanhados mensalmente, o dentista perde a base necessária para avaliar se está no regime mais adequado ou se poderia reduzir legalmente sua carga tributária. Tributação começa na gestão.
Dentista deve atuar como pessoa física ou pessoa jurídica?
Essa é uma das perguntas mais comuns quando o assunto é imposto para dentistas. A resposta depende do faturamento, da estrutura da clínica, das despesas e do planejamento financeiro.
Dentistas que atuam como pessoa física são tributados pela tabela progressiva do Imposto de Renda, cuja alíquota máxima pode chegar a 27,5%, aplicada sobre as faixas mais altas da renda tributável.
Já na pessoa jurídica, especialmente no Simples Nacional, a tributação é feita de forma unificada e pode apresentar percentuais menores, dependendo do enquadramento.
Segundo a Dra. Robertta, o erro mais comum não está na escolha inicial, mas na falta de reavaliação ao longo do tempo. A clínica cresce, o faturamento muda, mas o regime tributário permanece o mesmo por falta de análise estratégica. Sem dados organizados, essa decisão deixa de ser técnica e passa a ser automática.
Livro Caixa vale a pena para dentistas?
Para profissionais que atuam como pessoa física, o Livro Caixa pode fazer diferença significativa na tributação odontológica. O Livro Caixa permite deduzir despesas relacionadas à atividade profissional, reduzindo a base de cálculo do Imposto de Renda. Na prática, isso significa que o imposto é calculado sobre um valor menor.
Mas existe uma condição: as despesas precisam estar registradas e comprovadas ao longo de todo o ano.
Como reforçou a Dra. Roberta: “Imposto economizado é lucro na veia do consultório.”
Não se trata de pagar menos a qualquer custo, mas de utilizar corretamente os recursos previstos na legislação. Sem organização financeira contínua, muitas dessas oportunidades passam despercebidas.
Além disso, com a obrigatoriedade do Receita Saúde para profissionais da saúde, as informações declaradas precisam estar alinhadas com a movimentação financeira real da clínica.
Leia também: Imposto de Renda para Dentistas: tudo que você precisa saber
O que é Fator R e por que ele impacta o imposto do dentista?
Para clínicas enquadradas no Simples Nacional, o Fator R é um dos principais indicadores da tributação odontológica.
O Fator R é um cálculo que compara a folha de pagamento com a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses. Se essa proporção for igual ou superior a 28%, a clínica pode ser tributada por uma alíquota menor. Se for inferior, a carga tributária tende a ser maior.
Isso significa que decisões sobre pró-labore e contratação de equipe influenciam diretamente o valor pago em impostos.
Dra. Roberta resumiu bem essa lógica: “A gente só controla a nossa parte. O dentista não controla a legislação, mas controla a estrutura da própria clínica. Sem relatórios financeiros claros, acompanhar o Fator R deixa de ser estratégia e vira apenas teoria.”
Como a reforma tributária pode afetar dentistas em 2026?
Com a reforma tributária avançando gradualmente, muitos profissionais se perguntam como isso afetará a odontologia.
Embora a implementação seja progressiva, a principal recomendação é não esperar as mudanças para depois se organizar. “O problema não é a regra mudar. O problema é não saber como você está hoje.”
Clínicas que acompanham faturamento, despesas e margem mensalmente conseguem simular cenários e se adaptar com mais segurança. Quem não acompanha, reage às mudanças sem planejamento.
Leia também: Reforma Tributária: como dentistas e clínicas devem se preparar para o novo cenário fiscal no Brasil
O que realmente impacta o bolso do dentista
O que mais impacta a tributação não é apenas a porcentagem do imposto. O peso real está na falta de controle financeiro.
Entre os principais fatores que aumentam esse impacto estão:
- Faturamento desorganizado
- Despesas não registradas corretamente
- Ausência de acompanhamento de pró-labore
- Desconhecimento da própria margem de lucro
Sem clareza sobre esses números, o dentista perde previsibilidade e pode pagar mais imposto do que deveria. Tributação não começa na declaração anual. Ela começa na organização mensal.
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Carla Duarte
Copywriter e redatora da Capim, graduanda de Odontologia. Sou apaixonada por conexões reais e, aqui, busco transformar ideias em conteúdos que inspiram e aliviam a rotina de quem vive o consultório intensamente.

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